Angola e São Tomé e Príncipe reforçam aposta na eficiência energética e na modernização da iluminação pública
Angola e São Tomé e Príncipe têm vindo a avançar de forma consistente na promoção da eficiência energética e na modernização da iluminação pública, através de iniciativas que apostam em soluções sustentáveis, redução do consumo energético e melhoria da qualidade de vida das populações, integradas em estratégias mais amplas de transição energética.
Em Angola, a Sonangol, através da sua subsidiária SonaGás Energias Renováveis, implementou com sucesso um projecto de iluminação pública solar, reforçando a aposta em soluções descentralizadas e mais eficientes do ponto de vista energético. Esta iniciativa insere‑se na estratégia de transição energética do Grupo Sonangol e contribui para a redução das emissões, a diminuição da dependência de combustíveis fósseis e o aumento da fiabilidade da iluminação pública, em particular em zonas com limitações de acesso à rede eléctrica.
Paralelamente, em São Tomé e Príncipe, o Ministério das Infraestruturas lançou um concurso para o fornecimento e instalação de 1.000 lâmpadas LED para iluminação pública, destinadas à Empresa de Água e Electricidade (EMAE). A iniciativa enquadra‑se num projecto de transição energética e apoio institucional financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), com o objectivo de melhorar a eficiência do sistema de iluminação pública, reduzir custos operacionais e aumentar a durabilidade das infra-estruturas.
Este esforço ganha uma dimensão adicional com a recente aprovação, pelo BAD, de um financiamento de 21 milhões de euros para apoiar São Tomé e Príncipe na sua transição energética, reforçando investimentos em eficiência energética, modernização das infraestruturas e sustentabilidade do sector eléctrico.
Em conjunto, estas iniciativas evidenciam uma tendência crescente nos países africanos de língua portuguesa para a modernização da iluminação pública como ferramenta estratégica de política energética, alinhada com objectivos de sustentabilidade, eficiência e transição energética. O envolvimento de empresas públicas, entidades governamentais e instituições financeiras de desenvolvimento reforça a importância de soluções integradas, resilientes e adaptadas às realidades locais.
